Faça a Diferença!

Ajudar uma criança é tornar o mundo melhor.

Como Voluntário

Dando aulas de reforço escolar, de idiomas, arte, informática etc. Através de parcerias para a profissionalização buscamos apoio para enfrentar o fraco aprendizado escolar e a falta de motivação e interesse provenientes de suas vivências visando promover a sua autonomia, para que aos 18 anos possam ajudar-se mutuamente uma vez que nessa idade eles deverão deixar o abrigo rumo a sua cidadania ( em muitos casos faz-se necessário o acompanhamento prolongado do abrigo).

Através do Apadrinhamento

Art.227 do Estatuto da criança e do adolescente (ECA) “É dever da família, da SOCIEDADE e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.

A partir deste artigo do ECA, pode-se afirmar que todos nós somos tão responsáveis quanto o Estado pela condição das crianças e adolescentes em nosso pais. Comunidade significa “comum unidade” e o Estatuto faz forte apelo à participação de todos para consecução de suas metas. Mas ele só se cumprirá em sua totalidade, quando todos se sentirem co-responsáveis pela sua prática.

Sendo assim, o papel deste Projeto se dá primeiramente, através da conscientização de voluntários e parceiros, contribuindo para o desenvolvimento e cuidado das crianças do abrigo, demonstrando que esta ação não é favor ou caridade, mas dever de cidadão, responsabilidade social e coletiva.

O voluntariado é o conjunto de ações de interesse social e comunitário feito sem recebimento de qualquer remuneração, lucro ou vínculo empregatício. A pessoa que se dispõe a este tipo de trabalho oferece gratuitamente o auxílio a quem precisa contribuindo para um mundo mais justo e mais solidário.

O Apadrinhamento Afetivo é uma modalidade de voluntariado em que este colaborador se cadastra e após um processo de inserção, entrevista e acompanhamento passa a ser uma referência afetiva para uma criança e/ou adolescente atendido da Casa do Bom Menino.

O padrinho ou madrinha passa a acompanhar o desenvolvimento afetivo, escolar, profissional e os cuidados de saúde de seu afilhado. De forma a garantir que ele tenha referências afetivas permanentes e que ao longo do tempo passam a ser independentes do abrigo.

Apesar do empenho na reformulação do abrigo de forma a garantir um atendimento personalizado e capaz de criar um ambiente familiar para a moradia das crianças e adolescentes atendidos, nem sempre é possível descaracterizá-lo como instituição. A regulação do trabalho através de escalas, carga horária semanal, competências, salários e atribuições de educadores e técnicos demanda um distanciamento profissional da equipe. Este distanciamento é muito importante para um processo de trabalho coerente e adequado, porém, acaba por criar algumas limitações relacionadas à construção de vínculo e de uma relação de afeto permanente com os atendidos.

Ao apadrinhar uma criança ou adolescente, o voluntário padrinho garante a continuidade e a melhoria do trabalho desenvolvido, contribuindo para um mundo melhor e mais justo. Contribuindo para que seu afilhado não retorne para a mesma trajetória de vida que estava seguindo antes de seu acolhimento. O padrinho e sua família poderão apresentar para o afilhado novas referências afetivas, familiares e sociais. Este passa a ser uma pessoa externa ao ambiente institucional que garantirá a convivência social e comunitária da criança/adolescente. Convivência esta que será enriquecedora para ambos os lados

Manual do Voluntário